Mercado imobiliário
09.set.2013
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Mercado imobiliário: Imóveis em alta. Devemos nos preocupar?

Especialista que previu a bolha no mercado imobiliário americano alerta para riscos no Brasil

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O mercado imobiliário brasileiro está vivendo uma realidade quase que inédita. Com alta nos preços, grande demanda e excelente procura, os negócios estão de "vento em popa". Mas será que esse cenário pode preocupar? Há especialistas que afirmam que não, mas há também aqueles que dizem que sim.

Segundo alguns economistas, o quadro atual do mercado nacional guarda paralelos com o mercado dos EUA, que, em 2007, passou por uma crise sem precedentes na história, com prejuízos astronômicos, endividamento em todas as faixas da população, reflexos na bolsa de valores e uma experiência que o mundo não quer viver mais.

Mas todo esse cenário poderia ter sido evitado se tivessem ouvido uma única pessoa. O professor Robert Shiller, da Yale University, um dos principais estudiosos do mundo sobre preços de ativos e bolha, previu, ainda em 2005, que o país passaria por uma bolha no setor de imóveis, o que veio a acontecer três anos depois.

Em recente passagem pelo Brasil, Shiller disse que o País pode, sim, passar pelo mesmo fenômeno e o salto nos preços pode ser o grande responsável. De acordo com ele, os preços de casas subiram 181% em São Paulo desde janeiro de 2008; e 225% no Rio de Janeiro, segundo o índice FipeZap. Uma alta duas vezes maior que a dos aluguéis nesse período, o que pode caracterizar superaquecimento, o grande vilão do mercado. Como a economia nacional não segue esse crescimento, é de se esperar que, em breve, compradores comecem a ter dificuldades em quitar suas dívidas. Essa é a análise do americano.

Mas, como é bom ter um "mas", especialistas brasileiros discordam frontalmente do professor. Para os economistas e estudiosos tupiniquins o Brasil não é os Estados Unidos. E citam alguns fatores.

Primeiro: a origem das dívidas que originaram a crise. Todo problema americano foi originado nos chamados subprimes, ou empréstimos podres. A classe média daquela nação percebeu que seria bom negócio hipotecar suas próprias casas e, com o dinheiro, conseguido a juros não tão altos, injetar capitais no mercado de ações. Houve uma grande desvalorização dos imóveis e os americanos não conseguiram honrar seus compromissos. Não tinha condições de pagar as hipotecas e não conseguiram revender os imóveis. Não só eles, as hipotecadoras, sem receber, tiveram prejuízos e muitas fecharam, levando à economia americana ao colapso. Como o Brasil não tem esse tipo de negociação, isso não acontecerá. Imóvel por aqui é ativo fixo com retorno garantido, mesmo que em menor valor e não para "apagar incêndios" na nossa economia.

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Segundo: o lastro americano é calcado em financiamentos e refinanciamentos, coisa que no Brasil não acontece. Por aqui, só compra quem tem crédito, nome e provar que tem condições de arcar com suas dívidas.

Por fim, diferentemente do mercado americano, nosso segmento imobiliário segue regras claras e muito fechadas, com mecanismos que permitem garantias para vendedores e compradores. Mas, caso se chegue a extremos, existem também ferramentas para a retomada dos imóveis e formas para se recuperar prejuízos, se não na totalidade, em boa parte, como leilões, por exemplo.

O professor americano pode ter suas razões e estar embasado em números e exemplos mundo afora, mas o brasileiro já passou por tantos altos e baixos, conviveu com inflação estratosférica, entre outros percalços, que sabe como fazer suas contas e comprar na hora certa e dentro de suas condições.



#MERCADO IMOBILIÁRIO
Fonte:
ZL Imóvel
O Portal de Imóvel da Zona Leste de São Paulo
www.zlimovel.com.br/
Equipe de Jornalismo
Grupo de Portais Imobiliários
SP Imóvel
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