Notícias do Mercado Imobiliário

  • 01/06/2015

    Descubra alternativas para conquistar a casa própria

    Redução do financiamento dificulta compra do imóvel
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  • No início do mês de maio, a Caixa Econômica divulgou uma notícia não muito animadora para o mercado imobiliário. O banco, que detém de 70% de todos os financiamentos no país, anunciou a redução do teto para imóveis usados. A partir de agora será possível financiar apenas 50%, e não mais até 80%, como antes, nas operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH).

    Esta mudança aconteceu porque os depósitos em poupança são responsáveis pelos financiamentos imobiliários e, com o baixo retorno, as pessoas retiram o dinheiro deste investimento e preferem aplicar em uma "renda fixa" que proporciona o dobro de rendimento, além de oferecer a mesma segurança. No início do mês passado, o Banco Central divulgou que a caderneta de poupança perdeu mais de R$ 29 bilhões. 

    A Caixa Econômica é a principal instituição financeira do segmento. E desde o início do ano, o banco vem anunciando medidas que parecem dificultar a vida dos brasileiros para realizar o sonho da casa própria. Com a nova regra, agora é preciso dar um valor maior de entrada nos financiamentos de imóveis usados. Mas, então, será que esse sonho ficou mais distante? 

    Não. Atualmente, existem outras alternativas para quem deseja comprar um imóvel. A Caixa não é a única opção no mercado. Uma sugestão é procurar os bancos privados. 

    O Santander tem as condições do crédito imobiliário definidas conforme o relacionamento com o cliente, com taxas a partir de 10,1% a.a + TR e financiamento máximo de até 80% do valor do imóvel.*

    No Itaú, o percentual de financiamento máximo é de até 70% do valor de avaliação do imóvel residencial, seja novo ou usado.  As taxas de juros variam de acordo com o relacionamento do cliente com o banco e o foco são os correntistas. Já no Bradesco, os juros para imóveis enquadrados no SFH é de 9,8% desde o dia 07 de maio. As condições para a concessão de crédito permanecem inalteradas, inclusive quanto ao percentual de 80% do valor de avaliação para financiamento de imóveis novos ou usados.*

    O economista e diretor financeiro da M2BS, Moises Bagagi, avalia o impacto da redução do teto pela Caixa. "A primeira tendência é uma retração do setor como um todo (novos, usados e lançamentos) pela falta de informação, já que, muitas pessoas desconhecem quais são as verdadeiras e efetivas medidas restritivas. Posteriormente, pode haver uma procura por imóveis novos em detrimento dos usados, já que, é mais vantajoso do ponto de vista do financiamento. O consumidor, dentro de alguns meses (entre 4 e 6 meses) estará melhor informado e com certeza buscará alternativas para adquirir ou trocar seu imóvel próprio." 

    A portabilidade de crédito pode ser uma opção para você não deixar de conquistar o seu imóvel. Mesmo que, inicialmente, seja contratado um financiamento com juros altos, posteriormente é possível optar pela transferência para outra instituição com taxas mais em conta. As unidades novas podem apresentar excelentes ofertas e melhores condições de pagamento. O Professor de Finanças da Esamc Santos, Carlos Rodnei Felipe, acredita que os lançamentos são ótimas oportunidades. "Em um primeiro momento o comprador do imóvel usado tende a ir para o imóvel novo, dado que para o mesmo ainda é possível o financiamento de 80% do imóvel, ou seja, uma entrada apenas de 20% do valor do imóvel."

    Os consórcios imobiliários também podem ser uma alternativa para quem deseja investir no setor. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradores de Consórcios - Abac, no primeiro bimestre foram vendidas 30,4 mil novas cotas, uma alta de 1,3% sobre o mesmo período de 2014.

    A redução no limite de financiamento não vale para as novas unidades e nem para a habitação popular, como o programa Minha Casa, Minha Vida.

    O atual cenário do mercado imobiliário é de estabilização de preço e com grande estoque de unidades residenciais, porém, é neste momento que o consumidor pode encontrar excelentes ofertas e barganhar por um bom desconto, que no final pode compensar os valores dos juros dos financiamentos.

    Em momento de incerteza na economia, como agora, investir no mercado imobiliário é garantia de rentabilidade, pois o imóvel se valoriza dia a dia. Muitos investidores e conservadores preferem comprar um imóvel e obter a renda do aluguel do que arriscar na bolsa, pois em vários índices o retorno é negativo.

    *São informações divulgadas pelas assessorias de imprensa dos Bancos: Bradesco, Itaú e Santander, no dia 21 de maio de 2015.


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