Prefeitura quer ocupar bairros vazios da zona leste
O primeiro passo para ocupar três grandes áreas da zona leste fracamente habitadas foi dado. A Prefeitura de São Paulo tirou do papel três operações urbanas, instrumento para adensar áreas e incentivar o mercado imobiliário. A ideia é que bairros tomados por galpões e cortiços, ao longo da orla ferroviária da zona leste, ganhem investimentos públicos e, claro, novos empreendimentos residenciais. O plano contempla três grandes áreas: Lapa/Brás, Mooca/Vila Carioca, e Jacu, que segue o traçado da Avenida Jacu-Pêssego. Essas operações urbanas haviam sido aprovadas ainda no Plano Diretor de 2002, mas nunca foram regulamentadas. Essas áreas margeiam grandes “vales” nesses bairros há muitas décadas. Pelo projeto, a prefeitura procurará dar incentivos para que o mercado imobiliário invista nessas regiões, atualmente tomadas por galpões abandonados de indústrias que se mudaram para o interior. Não há dúvida que, para incorporadores e construtores a notícia seja bem-vinda, visto que Lapa/Brás e Mooca/Vila Carioca são as últimas grandes áreas ociosas da cidade. Já para a Jacu-Pessego, a intenção do governo é aproveitar o tráfego de caminhões e incentivar a ocupação por novas indústrias e empresas. Assim que terminar seu prolongamento, a avenida se transformará em uma espécie de substituta do trecho leste do Rodoanel, integrando as rodovias Dutra e Ayrton Senna, a radial leste e a zona industrial de Itaquera. O grande objetivo da prefeitura com as três operações urbanas é reverter a degradação dessas localidades e evitar o êxodo de moradores da região central, além de criar mais empregos e serviços. Só na nova operação urbana Lapa/Brás, a expectativa é atrair mais 400 mil moradores nos próximos 20 anos, o que representa 200 habitantes por hectare. Atualmente, a região possui 135 mil moradores - algumas áreas têm taxa de apenas 20 habitantes por hectare.
Só as operações urbanas não são solução para a zona leste
Além da operação urbana na região da Avenida Jacu-Pêssego, os urbanistas avaliam que a zona leste da capital precisa de outras medidas para se tornar um centro autônomo, concentrando moradia e emprego. "É preciso um bom sistema de transportes local e isso deve estar previsto na operação", diz a urbanista Nadia Somekh. O incentivo às indústrias também é apontado como necessário para criar empregos na região e evitar as viagens para o centro. "O mercado não vai se não houver incentivos. Para impulsionar a economia local, é preciso dar isenção fiscal, entre outras ações", diz Heloísa Proença.
Recente levantamento do Creci-SP mostra o que é levado em consideração em cada bairro na hora da compra de um imóvel. De acordo com o estudo, A Vila Formosa é o bairro preferido do jovens casais. Por ser um bairro considerado novo, excelente infraestrutura e preços mais acessíveis, tem atraido jovens entre 21 e 35 anos, principalmente os recém-casados. A Vila Fomrosa está próxima a regiões mais afortunadas, como a Mooca e o Tatuapé, e tem comércio e serviços de boa qualidade, além de transporte público, escolas, praças, parques e segurança.
Descobrindo a zona leste – busto de Alexandre Fleming
O bacteriologista escocês Alexander Fleming observando, em um laboratório de Londres, observando um bolor esverdeado, descobriu um fungo capaz de matar bactérias. O ano era 1928 e começava a era da penicilina, o primeiro antibiótico do mundo, que já salvou milhares de vidas. O busto em sua homenagem fica na praça que também leva seu nome, na esquina das Ruas da Mooca e Fernando Falcão, na Zona Leste. A obra feita em bronze foi inaugurada em outubro de 1969. O autor é desconhecido.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população. O índice foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no seu relatório anual. Todo ano, os países membros da ONU são classificados de acordo com essas medidas. No seu mais recente levantamento, foram apontados os bairros de São Paulo com a melhor qualidade de vida, de acordo do o IDH e a renda mínima. Conforme esse estudo, os cinco melhores bairros para morar, construir e viver na zona leste são, na ordem:
De acordo com pesquisa do Secovi-SP, a zona leste continua a ser a região que concentra os aluguéis mais baratos. Conforme o levantamento do Sindicato da Habitação, no mês de março, no bairro de Itaquera, o imóvel de um dormitório foi encontrado por R$ 10,42 (média de R$ 729,4 para apartamentos de 70 metros quadrados), enquanto que em Sapopemba o mesmo apartamento tinha o valor de R$ 7,99 (R$ 559,3, para imóveis de 70 metros quadrados). Assim, os bairros com valores mais baixos, pelo estudo, foram Artur Alvim, Brás, Cangaíba, Ermelino Matarazzo, Itaim Paulista, Itaquera, Jardim Aricanduva, Penha, São Mateus, São Miguel Paulista, Sapopemba, Vila Carrão, Vila Formosa, Vila Matilde, Vila Prudente. Na Mooca, Tatuapé, Belém – os bairros mais caros da região –, os valores por metro quadrado ficaram entre R$ 8,50 e R$ 13,43.
O Plano Diretor de São Pualo foi aprovado em 2002 e previa uam revisão em 2007 para adequar as mudanças à realidade da cidade e corrigir distorções, como regiões mais habitadas em detrimento de áreas subaproveitadas. A revisão, porém, está parada na Câmara dos Vereadores, gerando conflitos como, por exemplo, no Tatuapé, em que é fácil sever um cenário de Radial Leste congestionada, ruas abarrotadas, metrô e ônibus superlotados, 15 minutos para sair da garagem do prédio, pois osmotadores têm como destino o centro da cidade para irem trabalhar. Enquanto isso, a Liberdade, o trânsito de manhã flui melhor. Como há muito mais empregos no centro que na zona leste (ou na zona sul, ou na oeste, ou na norte), o melhor seria trazer mais pessoas para morar perto dessa região. Especialistas e políticos concordam com essa afirmação. Os deslocamentos diminuiriam a necessidade de investimentos em transporte coletivo e novas avenidas, e a qualidade de vida das pessoas melhoraria. Apesar disso, o Plano Diretor e a Lei de Zoneamento de São Paulo, que foram feitos justamente para regular essa situação, fazem o contrário: restringem o crescimento da central Liberdade e liberam o saturado Tatuapé para construções de maior porte. Desde 2002, o Tatuapé é um dos bairros que mais cresceu em São Paulo, com maior volume de lançamentos imobiliáiros, mas, em contrapartida, não se criaram condições para que as pessoas se locomovessem menos. Isso seria possível se fossem gerados mais empreendimentos comercias na região, o que acontece facilmente em bairros centrais, região da Paulista ou na zona sul. Com a palavra, os políticos.
A partir de hoje criamos uma seção no Portal ZL Imóvel. Neste espaço, que já contou a história dos bairros, a origem do nome das ruas, passeios e outras curiosidades da zona leste, vamos apontar alguns lados pitorescos dos nossos bairros, moradores, monumentos, histórias etc. Quem quiser participar com dicas, pode mandar um e-mail para noticias@zlimovel.com.br com qualquer tipo de informação. Nossa redação checará os dados e publicará sua contribuição com o devido crédito. Mão que segura a pedra pequena – Inaugurada em 2008, a principal praça do Itaim Paulista, a Silva Telles, uma estátua em aço inox com três metros de altura recepciona e simboliza o bairro. Denominada “Mão que segura a pedra pequena”, a obra, segundo seu idealizador e construtor, Juarez Martins, morador do bairro há mais de 25 anos, representa o laço imaginário de todos os moradores do bairro. A expressão "ITAIM", que dá nome ao bairro, é uma palavra tupi-guarani dos índios guaianases que viveram nesta região e significa "Pedra Pequena". Sua posição e simbologia foram cuidadosamente pensadas pelo criador. O desenvolvimento da escultura e seu acabamento foram feitos por empresas da região.