A Copa do Mundo no Brasil em 2014 fez surgir uma dúvida: será que a maior cidade da América Latina pode ficar sem jogos do maior evento do futebol em âmbito mundial? Já se sabe que o Morumbi, estádio do São Paulo, está descartado; uma possível arena em Pirituba pode ser a solução, mas quem arcaria com o custo e quem ficaria com o estádio depois da copa? Há duas alternativas além dessas: a Arena Palestra Itália, mas ela não comportaria jogos com público maior que 50 mil pessoas; e uma via cada vez mais viável: o novo estádio do Corinthians, na zona leste, em Itaquera. O estádio do Corinthians ficará pronto em até três anos. A diretoria apresentará o projeto até o dia 1º de setembro, data do centenário do time, e buscará financiamento com o BNDES. Mas o projeto inicial também inviabilizaria o jogo de abertura, pois teria capacidade para 44 mil pessoas e não os 65 mil pedidos pela Fifa. Ou seja, ainda assim não seria viável. Há outro projeto que ronda as mesas de conselheiros e diretores do time que seria construir um estádio na divisa entre São Paulo e Guarulhos. Independentemente de onde seja, sem dúvida, a região teria muito a ganhar, pois, a reboque da construção, vem uma infraestrutura de transportes, com linhas de ônibus e estações de metrô, além do revigoramento do mercado imobiliário dos arredores. Ou seja, no próximo ano as discussões serão maiores e a decisão de onde será o estádio paulista para a Copa do Mundo será ainda maior. O que não pode acontecer é São Paulo ficar sem ser sede de seleções e palco de grandes espetáculos.