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Notícias imobiliárias na Zona Leste de São Paulo

  • O incrível fenômeno do bairro que sumiu
  • Desde o final dos anos 70, com o boom do mercado imobiliário, teve início um novo movimento na cidade, em quase todas as regiões: o surgimento de bairros e o crescimento ou desaparecimento de antigos. E isso também aconteceu na zona leste.
    Explica-se: mercadologicamente falando, é mais interessante vender um prédio no Tatuapé, do que na Vila Antonina, por exemplo. Na Penha, do que na Vila Talarico ou Ponte Rasa. Os próprios compradores assumem essa postura e fazem questão de dizer que moram nos bairros maiores ou mais novos. É perfeitamente compreensível que isso ocorra, mas é interessante perceber como a cidade muda.
    Muitos novos bairros fizeram com que os antigos perdessem sua identidade. Um caso clássico é o Jardim Anália Franco. Todo morador antigo sabe que o bairro surgiu de uma antiga propriedade rural, que virou um grande terreno baldio (quase um lixão), que começava próximo à Avenida Regente Feijó, onde hoje se encontra o shopping do mesmo nome.
    Esse pedaço de terra era “dividido” entre três bairros: Tatuapé, Vila Formosa e Água Rasa, mais nesses dois que no primeiro. No início, o mercado vendeu o Anália Franco como sendo Tatuapé. Hoje, já são bairros distintos.
    A Vila Formosa também. Há pequenas localizações que desaparecem em folhetos e propagandas de imóveis. Alguém sabe dizer rápido onde ficam, por exemplo, Vila Cruzeiro, Chácara Belenzinho, Vila Olinda ou Vila Mafra? São todos bairros do distrito de Vila Formosa e com empreendimentos interessantes.
    Ainda na Vila Formosa e vizinhança. Há pouco mais de uma década, entre o bairro e o Tatuapé, começaram a aparecer, primeiro, casas de altíssimo padrão. Dividiam esse espaço com a Vila Formosa, a Vila Santa Isabel, Vila Mafra e Vila Antonina. Hoje esse pedaço tem novo nome: Jardim Têxtil. De uns anos para cá, prédios foram lançados e o metro quadrado do lugar é um dos mais altos da região.
    Se nos aprofundarmos pela zona leste teremos outros exemplos no Parque do Carmo, Itaquera, São Miguel Paulista e na Penha. Enfim, é fácil entender porque os bairros “crescem” e “comem” os menores e não criticar, porque isso é mercado. Mas a um ponto negativo também a que se destacar: quem mora nesses lugares há muitos anos acaba perdendo uma identidade, sua referência.


    Autor: Marco Barone (noticia@zlimovel.com.br) em 15/11/2008
     

  • Anália Franco, ainda o m2 mais caro da zona leste
  • Recente levantamento da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) apontou que o Jardim Anália Franco tem o metro quadrado mais caro da zona leste e um dos mais altos da cidade. Para compra, os imóveis no bairro, custam em média R$ 5 mil o m2. Muito em razão das unidades de alto padrão e o preço dos terrenos, que com o tempo começaram a ficar mais elevados. Isso, muito em razão de um circulo virtuoso: aumenta o interesse, aumentam os imóveis de alto padrão, aumentam os preços.
    O bairro aparece em sexto lugar no ranking da cidade, atrás apenas de Higienópolis (R$ 8.331), Itaim Bibi (R$ 7.227), Ibirapuera (R$ 6.114), Moema (R$ 5.536) e os Jardins (R$ 5.097). Nessas localidades, a falta de terrenos faz com que os preços sejam mais valorizados.
    Na zona leste, seguem o Anália Franco, o Tatuapé (R$ 3.325), a Mooca (R$ 2.928), o Alto da Mooca (R$ 2.797) e a Vila Formosa (R$ 2.792). O grande diferencial entre estes bairros e os primeiros do ranking e que eles têm espaço para crescer e alguns foram recentemente “descobertos” pelo mercado. Ou seja, o potencial deles apenas começa a ser aproveitado.


    Autor: Marco Barone (noticia@zlimovel.com.br) em 15/11/2008
     

  • Tatuapé tem o aluguel mais alto
  • O Secovi-SP divulgou os resultados de pesquisa de locação do mês de setembro. Analisando somente a zona leste, percebe-se que o Tatuapé, como em meses anteriores, mantém o primeiro lugar no ranking dos aluguéis mais caros da região. O bairro, que na pesquisa também comporta o Jardim Anália Franco, tem os imóveis mais caros para locação.
    Tendo como referência as unidades de dois dormitórios (a mais comum na cidade), em bom estado de conservação e com vaga de garagem, uma casa ou apartamento pode sair por R$ 12,90 o metro quadrado. Dessa forma, uma moradia de 100 m2 teria o valor de locação de R$ 1.290. Seguem na lista, a Mooca (R$ 12,05), Vila Prudente (R$ 10,70), Penha (10,19) e Cangaíba (R$ 9,80). Os valores são apurados diretamente com as imobiliárias de cada bairro e em contratos efetivamente fechados. Na cidade, o aluguel mais caro é nos Jardins, R$ 20,75 o m2.
    No outro extremo, está o bairro de Sapopemba com o m2 valendo R$ 7,27, com a locação mais baixa da zona leste (R$ 727 em unidade de iguais condições).
    A média na zona leste (somando todos os bairros) para unidades de dois dormitórios, em bom estado de conservação e vaga de garagem fica entre R$ 12,32, o máximo, e R$ 7,92, o mínimo. A seguir a tabela de valores de alguns bairros da região (obs.: na pesquisa, os dados no Brás não foram disponibilizados pelas imobiliárias para esse tipo de unidade).

    Tatuapé - R$ 12,90
    Mooca - R$ 12,05
    Vila Prudente - R$ 10,70
    Penha - R$ 10,19
    Cangaíba - R$ 9,80
    Belém - R$ 9,38
    Jardim Aricanduva - R$ 9,00
    Vila Matilde - R$ 8,96
    Vila Carrão - R$ 8,76
    São Miguel Paulista - R$ 8,35
    Itaquera - R$ 8,29
    Itaim Paulista - R$ 8,27
    Vila Formosa - R$ 8,10
    São Mateus - R$ 7,46
    Sapopemba - R$ 7,27


    Autor: Marco Barone (noticia@zlimovel.com.br) em 15/11/2008
     

  • Carmosina, uma santa origem
  • A Vila Carmosina está localizada no distrito de Itaquera. O local fica próximo ao distrito de Parque do Carmo, à estação de metrô de Itaquera, e ao Sesc Itaquera. Foi um dos primeiros loteamentos urbanos da zona leste e foi criado por volta de 1927. De uma grande área de terras adquirida das irmãs Carmelitas, denominada Fazenda Caguaçu (fazenda que tinha por limites o Rio Jacu, de um lado, e o Rio Aricanduva, do outro), surgiu a antiga linha do trem. Essa fazenda foi dividida pela então Companhia Pastoril e Agrícola subdividiu a tal fazenda em várias "glebas". A Companhia era de propriedade do Coronel Bento Pires. Na década de 20, Bento, Pires começa o que seria o primeiro processo de loteamento das terras da fazenda. Parte dessas terras hoje é a Vila Carmosina e a Cidade Líder, e o que restou destas terras passou a se chamar "Fazenda do Carmo". Nesta mesma época inicia-se a colonização japonesa, incentivada pelo coronel Bento Pires. Seu interesse era a formação de pequenas propriedades produtivas e que tivessem mão-de-obra especializada para fomentar o desenvolvimento agrícola da localidade. Parte dessas terras se transformou na Vila Carmosina, um loteamento nitidamente urbano voltado à classe operária. Nos últimos anos essa região eminentemente de casas e de condomínios de casas foi descoberta pelo mercado imobiliário. O interessante desse novo movimento é que quem comprava um apartamento no bairro era, principalmente, aquele morador antigo, cuja família reside lá há anos, e não quer mudar de lá.

    (i>Fontes: Wikipédia e www.cpa.org.br


    Autor: Marco Barone (noticia@zlimovel.com.br) em 15/11/2008
     

  • Prefeito terá de conquistar a zona leste
  • Fechadas as urnas e no resultado das eleições o prefeito Gilberto Kassab conseguiu se reeleger com um percentual de mais de 60% dos votos válidos. Mas na apuração percebeu-se que ele não foi uma unanimidade na zona leste, notadamente na periferia, nos bairros mais extremados, como Itaim Paulista, Guaianases e, principalmente, na Cidade Tiradentes. Fenômeno idêntico ocorreu na zona sul.
    Refletindo sobre esse resultado depreende-se uma necessidade urgente nesta nova administração: o prefeito deve olhar mais para esse lado da cidade. Se a população desses bairros não seguiu o restante da cidade é porque se sentiu desamparada pela prefeitura nos anos anteriores. Não houve investimento em infra-estrutura, não houve ampliação dos transportes, não aconteceu um movimento de empresas para a região, e, claro, não se transformaram em realidade projetos de moradia para todos.
    Na sua nova gestão, a primeira verdadeiramente sua, amparada em 60% de apoio da população, o prefeito deve colocar em prática os projetos de desenvolvimento da zona leste. A região precisa mostrar seu potencial, mas sem o apoio do poder público e os investimentos da iniciativa privada, isso não ocorrerá.
    Vamos analisar alguns bairros e regiões:
    Tatuapé – o bairro e seus vizinhos cresceram muito nos últimos anos, mas há a necessidade de se melhorar a malha viária para desafogar o trânsito cada vez maior
    Mooca – há muitos galpões antigos e desativados que despertam o interesse do mercado imobiliário, mas a dificuldade em fazer deles zona de interesse do mercado imobiliário, com um Plano Diretor que permita isso, não deixa que as intenções saiam do papel
    Aricanduva – o setor já demonstrou o potencial da região, mas ainda persistem dois problemas crônicos: as enchentes e as favelas. A canalização do Rio Aricanduva deve acontecer efetivamente, pois se arrasca há mais de uma década; a criação de mais unidades financiadas pelo governo municipal, como as Cohab ou os antigos Cingapuras, ou mesmo as Habitações de Interesse Social, seriam excelentes opções. A iniciativa privada poderia participar, por meio de Parcerias Público-Privadas
    Itaquera – a criação de condições para que empresas começam a surgir na região é de fundamental importância não só para os bairros adjacentes, mas para toda a cidade
    Itaim Paulista/Guaianases – esses bairros mais distantes precisam ser mais lembrados nos projetos do governo. Os empreendedores já perceberam o potencial da região e lançam condomínios de excelente padrão. Resta que a prefeitura transforme os bairros em mais que dormitórios. Que sejam potencialmente rentáveis
    O prefeito Gilberto Kassab terá quatro anos para ver, analisar e agir. É o que a população espera que aconteça.


    Autor: Marco Barone (noticia@zlimovel.com.br) em 11/1/2008
     

  • Um centro comercial em crescimento
  • Nas últimas semanas este espaço tem mostrado que a zona leste é, hoje, umas das principais áreas residenciais da cidade. Diversos empreendimentos catapultaram a região à posição de maior lançadora de São Paulo.
    Mas outro segmento também está e alta. Bairros como Tatuapé, Mooca, Penha e Itaquera têm visto nos empreendimentos comerciais um grande nicho a ser explorado. Importante para que isso ocorra é que haja demanda e isso existe.
    No segmento lojas, o comércio de rua (lojas, frisa-se) cresce e atrai grandes redes de supermercado e redes comerciais importantes. O segmento de shopping é um capítulo à parte.
    O Centro Comercial Aricanduva é hoje o maior da América Latina e há espaço e projetos para que ele se amplie. Este ano foi inaugurado do Shopping Boulevard Tatuapé, do mesmo grupo do Shopping Metro Tatuapé, no outro lado da Radial Leste, criando, assim, uma nova opção para empreendedores. Este mês o Shopping Metrô Itaquera (também do mesmo grupo) será inaugurado, criando mais empregos, mais espaços de lazer e, evidentemente, levando o crescimento aos bairros vizinhos.
    E mais: a Mooca, o Shopping Capital já está funcionando, depois de algumas pendências técnicas. Na Vila Formosa aventasse o projeto de um shopping onde hoje funciona a tecelagem Guilherme Giorgi. Ou seja, potencial para crescimento é que não falta.
    Outra frente que mostra forte potencial de crescimento são os prédios comerciais, como escritórios. Na esteira do progresso imobiliário da região, esses empreendimentos ganham espaço na zona leste.
    Depois da inauguração de grandes prédios no Tatuapé e na Mooca, a Penha, a Vila Formosa e até Itaquera começaram a ter fundações de empreendimentos do ramo surgindo. Ou seja, a zona leste tem potencial para crescer. E mais: espaço e necessidade


    Autor: Marco Barone (noticia@zlimovel.com.br) em 11/1/2008
     

  • A história da cidade passa pelos prédios
  • A cidade de São Paulo tem sofrido um crescimento desorganizado, com mudanças constantes no cenário urbano, o que pode eliminar as referências importantes da cidade. Mas alguns profissionais – engenheiros e arquitetos – fazem questão de preservar e lembrar que ainda existem prédios que fazem parte de nossa história. Além disso, comercialmente é interessante ter essas referências e usá-las como “chamarizes” dos novos lançamentos.
    Assim, prédios como os galpões da Mooca, vira e mexe, passam por interessantes reformas e/ou são preservados. No bairro de São Miguel, a mais antiga igreja da cidade ainda está em pé e preservada. E folhetos de lançamentos de prédios na região fazem questão de chamar a atenção para o antigo vizinho.
    Na Vila Santa Isabel, incrustada entre a Vila Formosa, Tatuapé e Vila Carrão, a igreja de Santa Isabel, a de cúpula mais alta da cidade – e uma das mais altas do País – e histórica e referência. No progresso pelo qual a região passa algumas ruas “deixaram” de pertencer ao bairro e novos bairros foram criados, como o Jardim Têxtil, mas a igreja ainda se mostra imponente, preservada e a prova de todo o progresso.
    E assim vai, em todos os bairros há exemplos de edificações centenárias que insistem em se manter. Ainda bem que os empreendedores entendem a afeição que os moradores têm por esses prédios e muitos fazem questão de reformar, preservar e deixar que as futuras gerações ainda os admirem.


    Autor: Marco Barone (noticia@zlimovel.com.br) em 11/1/2008
     

  • Patriarca: um bairro planejado e à espera do progresso
  • A Cidade Patriarca é um bairro pertencente ao distrito da Vila Matilde. Fica no meio do caminho entre a Penha e Itaquera e possui estação de trem e de metrô. O bairro é um dos poucos que foram construídos de forma planejada, com ruas largas e praças. Foi planejado e idealizado por Antônio Estevão de Carvalho, seguindo os mesmos padrões de bairros ricos como os Jardins, embora estivesse voltado para os mais pobres. . Originalmente, a Cidade Patriarca se chamaria Patriarca City. Atualmente ainda mantém essas características. Por causa da grande quantidade de praças, é um dos bairros mais arborizados do município. Aniversaria no dia 7 de setembro, quando são feitas comemorações nestas mesmas praças locais pelos moradores da região. Como outros tantos bairros da zona leste, a Patriarca é tido como um bairro-dormitório. O comércio é local e composto, principalmente, de pequenas lojas e mercados. Os moradores se deslocam aos vizinhos Penha, Vila Matilde, Itaquera ou até mesmo Tatuapé para fazer compras. O mercado imobiliário vê um enorme potencial na região. Já foi o tempo das ruas eminentemente de casas. Muitos prédios foram lançados na última década, notadamente para a classe média.

    Conhecendo o bairro
    O fundador do bairro dá nome a sua principal avenida, mas quem foi Antônio Estêvão de Carvalho? Antônio Estevão de Carvalho (1885 - 1949) foi um banqueiro e empresário brasileiro. Operou em diversos ramos economia e teve diversas empresas. como a AE Carvalho & Cia – Madeiras do Paraná, a Casa Bancária Predial e Fiadora AE Carvalho e Companhia e a Comercial e Construtora AE Carvalho. Foi responsável pela criação e venda de loteamentos na zona leste da capital paulista, dando origem a muitos bairros como Vila Santo Estevão, Vila Antonina, Vila Barcelona, Vila Lusita, Vila Santa Teresa, Vila Ré, Vila Nova (São Caetano do Sul), Cidade Patriarca. Em sua homenagem foi batizado o bairro Cidade Antônio Estevão de Carvalho, conhecido como "Cidade A. E. Carvalho".

    Fontes: sites Wikipédia e da Prefeitura de São Paulo


    Autor: Marco Barone (noticia@zlimovel.com.br) em 11/1/2008
     


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