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O antes e o depois da Vila Matilde

zl-vil-matildeMuitos bairros de São Paulo - especialmente da zona leste - podem ser definidos como o antes e o depois da instalação e inauguração de uma estação do metrô, seja para o bem e para o mal. A Vila Matilde é para o bem. Um bairro escondido em meio à Penha e Tatuapé, que tinha uma única referência: a Praça da Toco - famosa danceteria que fez sucesso na cidade toda entre as décadas de 1970 e 1990 (quando começou a perder público).

Um comércio local tímido, formado por pequenas lojas e poucas agências bancárias em sua principal avenida, a Waldemar Carlos Pereira. Fora isso, um mercado residencial de casas e poucos sobrados, fruto de uma tradição de imigrantes italianos e migrantes nordestinos, vindos de bairros como a Mooca e a Penha a procura de um lar próprio, em uma área mais barata. Esse era o resumo da Vila Matilde da década de 1920, quando nasceu e ficou até 1988, quando a estação Vila Matilde foi inaugurada.
 
A Praça Toco fechada e a nova realidade fizeram o mercado reagir. Os terrenos com metro quadrado a preços interessantes, fez com que incorporadores e construtores olhassem as oportunidades. A princípio, os lançamentos focaram o perfil principal, que era de casas e sobrados. Aos poucos começaram a surgir pequenos condomínios de casas, com cinco ou seis unidades cada. Todos esses imóveis tinham, em média, dois quartos. Havia, claro, exceções com três e até quatro dormitórios.

As oportunidades estavam abertas e o mercado, atento ao novo movimento, começou a se mexer. Logo, o bairro viu seu comércio crescer, o padrão e a qualidade de vida subiram e empreendimentos mais destinados às classes B e C surgiram, notadamente apartamentos com unidades de dois e três quartos.

Hoje, o bairro possui, segundo o Censo do IBGE e 2010, uma população de mais de 98 mil pessoas, que conta com renda per capita em torno de R$ 1,2 mil. Seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano - medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano") é de 0,864, colocando o bairro como o 41º lugar entre os de melhor qualidade de vida na cidade. 

Culturalmente, a Vila Matilde tem destaque até nacional. A escola de samba Nenê de Vila Matilde é, ainda hoje, a única escola fora do Rio de Janeiro a desfilar no Sambódromo daquela cidade. Os ensaios da escola são uma atração à parte, atraindo frequentadores do bairro e de toda a capital.

Não há opções de lazer no bairro, como grandes parques, mas a proximidade com seus vizinhos supre essa necessidade. Como a classe média ainda é maioria no bairro e o metrô - além de outras opções de transporte público -, não há porque se queixar da falta de shopping centers e hipermercados ao lado. Aliás, essa é uma vantagem apontada por quem mora na Vila Matilde: progresso, mas com um pé na tranquilidade do passado.

A Vila Matilde, de acordo com dados do Portal ZL Imóvel, é o sexto bairro mais procurado na zona leste por quem deseja comprar um imóvel e ocupa a mesma posição em total de unidades ofertadas no site. Em locação, o bairro passa a ocupar o sétimo lugar em visitas virtuais, mas apenas o oitavo em ofertas de unidades residenciais para esse tipo de negócio.

Elaborado por: Marco Barone (barone.noticias@spimovel.com.br) - Agosto de 2016.





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